Os desejos escondidos que não são revelados.. Que são sentidos, como fogo.. Que cortam, que causam furor, que correm, atravessam e nos fazem perder a razão, os sentidos.. Isso é o erotismo, é vida, é aquilo que queremos calar socialmente mas que nos move e faz sentir vida!
Uma inocente menina, vinda de uma família tradicional, e quando se fala tradicional fala-se nobre, fala-se uma família de regras, de boas maneiras. Regras escondidas, desejos ocultos, camuflados, que se questionam se ainda existentes, dada a inércia que parece envolver e paralisar tudo à volta.
Quando há uma jovem.. Uma jovem menina com um misto de inocência com voluptuosidade.. Afinal, daquelas coisas que é feita a vida. Daquelas misturas que uma verdadeira mulher tem.. E essa jovem sabe que haverá algo longe daquela vida.. Um fogo que consome mas que ela ainda não descobriu.
Até conhecer uma família de ciganos.. O mistério, a liberdade que os envolve.. Porque o que é o ser humano senão a busca incessante de liberdade! A mulher cigana que parece saber ler o futuro. O homem cigano que é sensual, másculo, musculado. livre, firme.. Aquelas coisas que sabemos ver, sentir, mas não se sabe explicar..
E ela gosta daquela vida.. Se surpreende com o que se pode encontrar na sensualidade..
Porque é uma história que nos faz sonhar, que nos liberta um lado mais sensual e erotizado.. Adrenalina, afrodisíaco, especiarias.. Porque quando há duas pessoas, quatro paredes.. Não é necessário encontrar justificações! Simplesmente não é necessário.. Por vezes, está tudo na respiração, na pele, nos aromas, numa incansável luta de carícias. Porque às vezes sentimos que nos podemos superar, que perdemos a força e transformamos o corpo em algo.. O cabelo molhado e a vontade de sorrir, não sentir cansaço e saber que ali dentro existe algo.. Existe desejo e sempre algo mais.. E quando podemos sentir, viver esta sensação com alguém.. Talvez seja inesquecível.. E não se sabe se vai se sentir com mais alguém..
Mesmo que nunca se pertença um ao outro.. Porque são mundos diferentes.. E viver esta sensação.. Tem algo de muito diferente, original, preenchedor, rico.. E algo triste.. É mágico..
E quem nunca desejaria, lá no seu íntimo, em algum momento, viver uma vida cigana?
(Com base no livro "A Virgem e o Cigano", D.H. Lawrence)
domingo, 16 de maio de 2010
Fragmentos
Pensamento lá longe..
Em algum lugar errante.. Onde a vida é cigana..
Onde ainda o vou encontrar.. Esse pensamento perdido..
Em algum lugar errante.. Onde a vida é cigana..
Onde ainda o vou encontrar.. Esse pensamento perdido..
sexta-feira, 14 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Talvez esteja pronta para uma nova etapa..
Quantas vezes me despedi desta cidade? Quantas vezes, em cada momento que vivemos, nos estamos a despedir?
sábado, 8 de maio de 2010
Não é necessário dizer tudo
Não é necessário dizer tudo..
Talvez nunca vá dizer tudo que tu esperas ouvir.. Mas certamente vou sentir. Vou sentir muito mais do que imaginava poder sentir. Vou sentir cada toque, cada sussurro no ouvido, cada levada de vento..
Não é necessário dizer tudo.
Talvez nunca vá dizer tudo que tu esperas ouvir.. Mas certamente vou sentir. Vou sentir muito mais do que imaginava poder sentir. Vou sentir cada toque, cada sussurro no ouvido, cada levada de vento..
Não é necessário dizer tudo.
Uma Barbie na cidade

Um dia descobriram a Barbie.. E sem ninguém saber havia nascido o mundo moderno! Rondava a década de 60.. A boneca que se alastrou, cujos exemplares se multiplicaram.. E de repente, em pleno século XXI, podemos encontrar a Barbie árabe, a barbie africana, havaina, hippie, Barbie Naomi Campbell, para coleccionadores... Uma barbie na cidade.. Penteados, passeios, uma vida de sensualidade, beleza, idolatria.. Assim se faz também o mundo moderno, um mundo de compras, de capitalismo. Onde a beleza impera, a Barbie que os homens desejam e as mulheres simulam.. Formas de andar, de falar, objectos comprados.. Por vezes, essa Barbie tem alguns momentos de cultura.. Uma barbie que pode ser bonita, de bom gosto e que pode ser inteligente.. Esta é a barbie que eu idealizo. Será que uma verdadeira mulher consegue ser uma Barbie?! E quando vamos um bocadinho mais longe, percebemos que este ícone acompanhou toda uma sociedade, uma sucessão de gerações.. E por curiosidade, fui sabendo que a Barbie já teve uma amiga paraplégica.. E que um dia surgiu a Barbie 3ª idade.. Mas isso ninguém se lembrou.. Um padrão de beleza, uma identidade social, uma retrato.. E por momentos oscilo entre o que isso tem de bom e o que tem de triste.. O que há de pleno e o que há de vazio e futilidade. Qual a mulher que nunca se sentiu uma barbie?
E, porque fiquei deliciada com esta imagem, tenho que a colocar aqui..
quinta-feira, 6 de maio de 2010
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